Out
23
2017

PIPERINA

Escrito por Flor de Lis Última atualização (16 Novembro 2017)
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Muitas pessoas nunca ouviram falar ou se quer sabem a respeito dos benefícios da Piperina, extraída da Pippernigrum, popularmente também conhecida como Pimenta Preta. Saiba já algumas de suas inúmeras vantagens para aumentar a sua qualidade de vida e bem-estar!

 

Para começarmos, é sempre bom saber que muitos estudos mostram que ela, quando consumida regularmente, possibilita a impedimento dos genes ligados à produção de células de gordura, além de uma maior excreção de sucos digestivos.

 

 

 

PIPERINA

Nome científico: Piper nigrum L.

Nome popular: Pimenta preta, pimenta do reino

Família: Piperaceae

Parte Utilizada: Fruto

Composição Química: 98% de piperina (1-piperoylpeperdine alcaloide). Outros

componentes como, retinol (vitamina A), ácido ascórbico (vitamina C), ferro, potássio,

terpenos, flavonas, cumarina, pironas, flavonóides, fenilpropanóides, cromenos, etc.

Formula molecular: N/A Peso molecular: N/A

 

A pimenta preta (Piper nigrum) é originária do sudeste asiático, apresenta

inflorescência em forma de espiga, chamada amentilho, e é composta de pequenas

flores desprovidas de cálice e corola. Os frutos são globosos, pequenos e

indeiscentes, apresentando cor verde-escuro quando imaturos adquirindo coloração

vermelha quando maduros.

As sementes da Piper nigrum encerram uma resina, à qual se devem seu sabor

picante e um óleo essencial de cheiro muito ativo com alto teor de uma substância

chamada piperina, a qual é um alcalóide e constituinte majoritário, possui várias

atividades biológicas, incluindo inseticida, nematicida e antiparasitária.

As pimentas, de modo geral, possuem papel nutricional e medicinal que atualmente

são consideradas como alimentos funcionais.

 

Indicações e Ação Farmacológica

Além do uso como condimento e na preservação de carnes em indústrias de

conservas, as sementes da pimenta preta também são utilizadas como tônico,

sudorífero e estimulante.

A piperina é o alcalóide majoritário da planta e exerce efeito terapêutico de promover

ação efetiva sobre o sistema imunológico, como no caso de doenças que levam a

imunossupressão, como a quimioterapia e radioterapia no tratamento de câncer. É

reconhecido por apresentar atividade citotóxica, anti-inflamatória, antipirética,

analgésica, antioxidante, antitumoral, antifúngico e bactericida. A piperina é um

estimulante natural e intervêm na absorção de selênio, vitamina B e b-caroteno. Tem

sido utilizada no tratamento de atletas e idosos cuja capacidade de absorver

nutrientes é deficiente.

Piper nigrum vem sendo empregada no tratamento de diversas doenças como, asma,

bronquite, diarreia, insônia, gonorreia, cólica menstrual, tuberculose e artrite.

Estudos científicos têm mostrado que a mistura da Piper nigrum L. com coentro,

açafrão, pimenta vermelha e cominho, consumida como alimentação, estimula a

lípase pancreática e ajuda de modo acentuado no fluxo e secreção de ácidos biliares.

Estudos clínicos demonstraram que o consumo de piperina associado com o curcumin

(Curcuma longa L.), aumentou significativamente a concentração de soro, grau de

absorção e biodisponibilidade de até (2000%) (da segunda espécie citada) em

humanos que fizeram o uso.

 

Toxicidade/Contraindicações

Pacientes com gastrite ou úlcera gastroduodenal, pancreatite, hemorróidas e

hipertensão arterial, não devem fazer uso sem orientação médica, pois pode causar

irritação no sistema digestivo e irritar e piorar quadros inflamatórios se consumida em

excesso por esses pacientes.

 

Dosagem e Modo de usar:

- Pimenta do reino pó: dose usual é de 15 mg até três vezes ao dia.

- Piperina Extrato Seco 98%: 20mg, uma vez ao dia.

 

Referências Bibliográficas

CARNEVALLI, D. B; et al. Atividade Biológica da Pimenta Preta (Piper nigrum L.):

Revisão de Literatura. UNICIÊNCIAS, v. 17, n. 1, p. 41-46, 2013.

GARCIA, J. et. al., SUPERAÇÃO DE DORMÊNCIA EM SEMENTES DE PIMENTA-

DO-REINO (Piper nigrum L.). Pesquisa Agropecuária Tropical, vol.30, n.2, p. 51-54,

2000. SHOBA, G. et al. Influence of piperine on the pharmacokinetics of curcumin in animals

and humans volunteers. Planta Med (64) 1998.