Mar
05
2014

Lactase

Escrito por Flor de Lis Última atualização (05 Março 2014)
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LACTOSE

Disponivel na Flor de Lis,  Lactase, enzima responsável pela hidrólise da lactose (quebra da lactose

em galactose e glucose). É justamente a deficiência na produção desta enzima pelo organismo que é a causa principal da intolerância à lactose.

 

 

Intolerância à Lactose

Trata-se da incapacidade de digerir a lactose, resultado da deficiência ou

ausência da enzima intestinal chamada lactase. Este problema ocorre em cerca de 25%

dos brasileiros.

Há três tipos de intolerância à lactose, que são decorrentes de diferentes

processos. São eles:

1) deficiência congênita da enzima;

2) diminuição enzimática secundária a doenças intestinais;

3) deficiência primária ou ontogenética.

O primeiro tipo é um defeito genético muito raro, no qual a criança nasce sem a

capacidade de produzir lactase. Como o leite materno possui lactose, a criança é

acometida logo após o nascimento.

O segundo tipo é bastante comum em crianças no primeiro ano de vida e ocorre

devido à diarréia persistente, pois há morte das células da mucosa intestinal

(produtoras de lactase). Assim, o indivíduo fica com deficiência temporária de lactase

até que estas células sejam repostas. ]Estatisticamente, o terceiro tipo é o mais comum na população. Com o avançar da idade, existe a tendência natural à diminuição da produção da lactase. Esse fato é mais evidente em algumas raças como a negra (até 80% dos adultos têm deficiência) e menos comum em outras, como a branca (20% dos adultos).

Devido a essa deficiência, a lactose não digerida continua dentro do intestino e

chega ao intestino grosso, onde é fermentada por bactérias, produzindo ácido láctico e

gases (gás carbônico e o hidrogênio, que é usado nos testes de determinação de

intolerância à lactose). A presença de lactose e destes compostos nas fezes no intestino

grosso aumenta a pressão osmótica (retenção de água no intestino), causando diarréia

ácida e gasosa, flatulência excessiva (excesso de gases), cólica e aumento do volume

abdominal.

Os sintomas mais comuns são náusea, dores abdominais, diarréia ácida e

abundante, gases e desconforto. A severidade dos sintomas depende da quantidade

ingerida e da quantidade de lactose que cada pessoa pode tolerar. Em muitos casos

pode ocorrer somente dor e/ou distensão abdominal, sem diarréia. Os sintomas

podem levar de alguns minutos até muitas horas para aparecer. A peristalse, ou seja, o

movimento muscular que empurra o alimento ao longo do estômago pode influenciar

o tempo para o aparecimento dos sintomas. Apesar de os problemas não serem

perigosos, eles podem ser bastante desconfortáveis.

 

A Solução

Não há tratamento para aumentar a capacidade de produzir Lactase, mas com o

avanço da tecnologia nutricional a novidade agora está na técnica de suplementação da

enzima digestiva sem a necessidade de se controlar a dieta. A solução é a ingestão de

Lactase, sendo a melhor alternativa para um bom grupo de pacientes com intolerância

a lactose. Qualquer pessoa, de qualquer idade, que sofra de intolerância à lactose pode

se beneficiar com a lactase.

Agora, a maioria dos jovens e adultos não precisam mais evitar a lactose

completamente. As pessoas com intolerância à lactose não necessitam mais ter uma

dieta extremamente rigorosa, basta apenas que se tenha uma suplementação adequada

da enzima lactase.

A Lactase é considerada um suplemento alimentar, que supre o organismo de

algo que lhe falta. Esta enzima por ser natural não possui efeitos colaterais, nem induz

a dependência, além de não perder a eficácia ao longo do uso, podendo assim ser

prescrito por médicos e/ou nutricionistas.

 

Você pode ingerir toda vez que for se alimentar com algo que contenha lactose

para medir seu nível de intolerância à lactose.

 

 

Indicações

Intolerância à lactose: A suplementação oral de lactase pode compensar sua

insuficiência, suspeitada a partir de desconfortos gastrintestinais (como gás,

flatulência, inchaço, cólicas e diarréia) após a ingestão de leite.

 

 

Concentração Recomendada

Recomenda-se 400 a 1000mg/dia em doses iniciais de 200mg duas vezes ao dia,

aumentando-se progressivamente a dose até que o desconforto após o consumo de

leite e seus derivados desapareça.

 

Para uso em dose pediátrica 10 a 13mg/Kg dose máxima diária.